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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Godspeed, senhores ministros.

A primeira impressão faz um pouco de impressão. A impressão de que não é um Governo forte. Não forte o suficiente para as rabanadas de vento que o aguardam. Mas Portugal não tem uma segunda oportunidade: este Governo vai ter de ser melhor do que parece.
A primeira impressão faz um pouco de impressão. A impressão de que não é um Governo forte. Não forte o suficiente para as rabanadas de vento que o aguardam. Mas Portugal não tem uma segunda oportunidade: este Governo vai ter de ser melhor do que parece.

Portugal está num estado crítico tal que precisa de união e de coesão. E é por isso que o Governo tem de ter o benefício da dúvida, de ter o tempo e o espaço suficiente para mostrar o que vale. Vai tê-lo. Mas isso não esconde essa tal primeira impressão. A de que faltam figuras de Estado. A de falta de experiência. A de falta de um Catroga. Mas também as virtudes: a juventude. A capacidade técnica de muitos dos seus ministros. A da vontade de mudança que eles representam.

Dois exemplos: Assunção Cristas e Álvaro Santos Pereira. Os leitores do Negócios conhecem-nos bem, deram ambos entrevistas de fundo este ano neste jornal e foram enquadrados como esperanças políticas para o nosso País. Ei-las confirmadas. Mas a nova ministra da Agricultura nunca plantou uma batata na terra. E o novo ministro da Economia nunca geriu uma empresa na vida. Quer dizer que são erros de “casting”? Não. Quer dizer que arrancam sem terem a “autoridade natural” do seu lado. E só se tiverem consciência disso poderão impor-se, serem respeitados e fazerem parte da solução que Portugal encomendou a este Governo.

O contra-exemplo: Paulo Macedo. É economista, gestor, administrador de banco, foi director-geral dos Impostos. O novo ministro da Saúde nunca deu uma injecção a um doente e roga-se que nunca o faça, mas não haverá neste momento médico nem director hospitalar em Portugal que não esteja com medo da sua tesoura e bisturi. Porque Paulo Macedo tem do seu lado a autoridade da experiência passada e do seu sucesso reconhecido e aplaudido nas Finanças. Aqui não há qualquer equívoco: vem para cortar nas despesas da Saúde, onde se suspeita de haver uma espécie de “Face Oculta” nas compras de material, e onde há lóbis poderosos numa actividade que também é um negócio e que tem sido pior negócio do que muitos pensavam (basta ver o prejuízo da Caixa Geral de Depósitos nos seus hospitais). Macedo é uma escolha polémica e vai ser contestada mas é uma boa escolha precisamente por isso: o Serviço Nacional de Saúde português é um sucesso, mas é demasiado dispendioso. Paulo Macedo não vai tratar da Saúde, vai racionalizar o Serviço – vai mantê-lo Nacional (isto é, público)?

Outro exemplo: Nuno Crato. Como Paulo Macedo, é uma excelente escolha, mas tem de provar que sabe sair da academia para a política. É um “liberal” na educação, no sentido em que “liberal” significa premiar o mérito e acabar com o “eduquês”, que ele assumidamente abomina (e abomina bem). Aqui também não há dúvidas. Com Nuno Crato, quem chumbar chumba, quem estudar passa, os exames serão difíceis e as estatísticas serão portanto piores – mas os resultados serão talvez melhores. Haverá maior separação entre os bons e os maus alunos, espera-se que também entre os bons e os maus professores. Porque o nivelamento educacional valoriza a mediocridade, desincentiva o brilhantismo e nivela por baixo. Crato só não provou uma coisa: que tem cabedal que chegue para a pressão política brutal que, se fizer o que se espera, terá. Homem pacato, cordato, cordial, vai ter de ser um leão para aguentar.

Bom, demos agora um passo atrás. Politicamente, o Governo está assente num tripé: além de Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas. Eles serão os chefes. Os chefes de uma equipa irrequieta e que promete reuniões de Conselho de Ministros muito agitadas. Várias das promessas políticas dos últimos anos estão lá (Mota Soares, Assunção Cristas). Vários críticos de políticas anteriores estão lá (Álvaro Santos Pereira, Nuno Crato).

Paulo Portas ocupa uma pasta essencial neste momento de intervenção e negociação externa permanente. Ele será uma espécie de primeiro-ministro fora de Portugal, como Luís Amado discretamente o foi durante os últimos muitos meses. Ele estará mais tempo a defender os interesses de Portugal em Bruxelas (e em Berlim e em Frankfurt) do que no Palácio das Necessidades.

Miguel Relvas será o biombo político de Passos Coelho dentro do País. Será o seu braço direito de ataque e o seu braço esquerdo de defesa, para um período que se adivinha de consensos difíceis e poucos duradouros. Porque como houve PEC do 1 até ao 4, também haverá uma espécie de vários MoU (memorandos de entendimento com a troika), que se adaptem às mudanças internas e externas do imprevisível situação económica e política. E isso significa acordos políticos permanentes - como na Grécia. Com provas dadas, Aguiar-Branco e Miguel Macedo farão parte dessa muralha política.

Pedro Mota Soares e Assunção Cristas foram dos melhores deputados da melhor bancada parlamentar da última semi-legislatura, a do CDS-PP. Pedro Mota Soares deixará agora a sua “scooter” para assumir uma área difícil, a da Segurança Social, numa fase de crescimento do desemprego e de corte de prestações sociais. Vai ter um orçamento muito difícil de gerir e tem do outro lado parceiros sociais que entrarão com vontade de lhe comer as papas na cabeça. Vai ter de mostrar que além de capacidade de trabalho, tem estofo político para não ser o peixinho no meio dos tubarões sindicais, em mares agitados de contestação social forte, esfomeada - e de esfomeados.

Paula Teixeira da Cruz é o oposto de Pedro Mota Soares. Com ela ninguém faz farinha mas isso não evita as mós do outro lado. A Justiça é o Rubicão deste Estado, é lá que estão alojados os maiores lóbis (incluindo o dos políticos) e Paula Teixeira da Cruz não tem do seu lado uma ferramenta essencial: a troika. O memorando da troika é fraco no que toca à Justiça, o que torna tudo demasiado vago. E Teixeira da Cruz será acusada de representar uma das cinco profissões jurídicas (a dos advogados, a que pertence) e de preferir outra (a dos magistrados do Ministério Público e do seu sindicato, dada a sua proximidade política a António Cluny). Teixeira da Cruz sabe o que é preciso. Terá o que é preciso?

Regressemos à área económica. Álvaro Santos Pereira é um macroeconomista, não conhece os gestores portugueses nem as nossas empresas. Por isso, hoje, os gestores das grandes empresas estão horripilados com esta escolha. Essa pode ser a vantagem deste viseense: a de partir sem compromissos nem conflitos. Mas é ele que terá pela frente o desafio mais radicalmente difícil: pôr a economia a crescer. Enfrentar os lóbis mais poderosos, que não são as das arruadas, os manifestantes ou os grevistas. São as pressões dos gabinetes. Das grandes empresas. Dos grandes sectores. Incluindo o espinhoso campo das Obras Públicas. E Álvaro Santos Pereira é mais liberal nos livros que qualquer outro ministro da Economia o foi nos últimos anos. Sê-lo-á também fora dos livros?

Deixamos para o fim o mais importante de todos os ministros de Passos Coelho: o das Finanças. Vítor Gaspar. Quem? Vítor Gaspar é um desconhecido dos portugueses e tem contra si a falta de força política. Mais: é um técnico brilhante mas nunca deve ter dado uma ordem nem mandado numa equipa. E isso tem de ser tão natural como a sede deste Governo em proceder a um “choque térmico” nas finanças públicas e a uma recuperação de imagem nos mercados financeiros. O nome que devia ser o mais forte e incontestado é, paradoxalmente, o mais desconhecido de todos. Gaspar sabe que foi uma segunda escolha (Vítor Bento recusou as Finanças; Catroga também recusou depois de ter sido convidado para a Economia e re-convidado para as Finanças). Que seja de primeira água. Que junte ao “saber fazer” a força do não deixar desfazer; de impor; de mandar. Porque Gaspar é desconhecido em Portugal mas reputado na Comissão Europeia e no Banco Central Europeu, o que neste momento é essencial. É um homem muito inteligente - precisará também de inteligência emocional para se impor na política.

O Governo arranca com o benefício de dúvida, que terá de converter em esperança para o País. Tem um grupo de gente boa e outro grupo de gente promissora, que tem de saber que ser timorato não é o mesmo que ser timoneiro. E tem muita gente brilhante no campo académico, onde impera o reino dos argumentos, mas vai ter de se impor no mundo político, onde vale tudo.

O País está em estado de choque. Precisa de um Governo contra o choque. E é por isso que o homem mais importante de toda esta equipa é Pedro Passos Coelho. Não teve toda a equipa que quis. Mas teve a equipa que o quis a ele. Que seja a equipa que todos precisamos.

Como se diz aos aviadores que partem para a batalha: Godspeed, senhores ministros.
por Pedro Santos Guerreiro, aqui.

terça-feira, 7 de junho de 2011

"Don't ask what your country can do for you,, ask what you can do for your country".

Aqui há uns anos escrevi uma coisa que muita gente considerou quase ofensiva: disse eu que José Sócrates era o melhor político português e que tinha conseguido, no primeiro mandato, fazer um trabalho decente tendo em conta a grave crise internacional em que a Europa - e Portugal - estava mergulhada.

Hoje, mantenho quase tudo. Continuo a achar que Sócrates é o mais profissional de todos os políticos, mas, agora, não acho que o primeiro mandato tenha sido assim tão bom. E por uma razão simples: os números que eram dados como verdadeiros na altura, afinal, foram rectificados, e o que pareciam ser contas do défice razoáveis foram, afinal, más. O problema maior foram mesmo as eleições de 2009. Para as ganhar, Sócrates inventou um cenário de retoma, que não existia, aumentou funcionários públicos, desdramatizou o que só tinha de ser dramatizado, e diabolizou Ferreira Leite, que deu a entender ser pior que Satanás, uma encarnação do mal que vinha aí para nos sugar até aos ossos, para nos levar o pouco que ainda conseguimos ter.

Bom, mas isso já lá vai. Até o Sócrates já lá vai. E vem aí Passos Coelho.
O homem ainda nem tomou posse e parece que já corre por aí um mail a atacar o currículo do senhor, e a dizer que nunca fez nada na vida, e que acabou o curso quase aos 40 anos e mais não sei o quê (só vi isto por alto, porque agora ando mais ocupado a passear). 

Sinceramente, acho que é nesta pequenez mental que esbarra o nosso crescimento enquanto povo. Gostamos sempre de esmiufrar o outro, de procurar o ponto fraco, de descobrir onde bater, encontrar o podre. E não estou obviamente a meter a imprensa neste saco - é esse, também, o papel do jornalista, procurar o que está errado, desconfiar das normalidades, procurar a fraude e denunciá-la. Agora, estou é a falar das pessoas que passam este mail de amigo em amigo, acrescentando mais um comentário malicioso, mais uma boca a apontar um defeito. 
Em lugar de nos preocuparmos, primeiro, com a nossa própria produtividade, com a necessidade de sermos melhores, mais cultos, mais competentes, mais eficientes, não, procuramos é mostrar que o outro - seja o primeiro ministro seja o gajo da cadeira ao lado, seja o chefe da contabilidade ("Ah, sabias que o Zé Francisco da Contabilidade é sobrinho da Maria José que é vereadora da câmara? Está explicado como é que ele chegou lá") - é muito pior, e tem defeitos, e não tem méritos.

Não sei se o Passos Coelho nunca trabalhou. Não posso dizer que não o conheço de lado nenhum, porque conheço. Não posso dizer que nunca falei com ele na vida, porque já falei, várias vezes. Não posso dizer que sou completamente desinteressado no que escrevo, porque sei que ele é um homem honesto e capaz, e sei-o pelo que disse antes, porque o conheço, porque já falei com ele várias vezes, porque sou amigo de algumas pessoas que o ajudaram a chegar onde chegou. 
Acho que toda a gente merece uma oportunidade. Foi por isso que fiquei contente com a vitória do PSD nestas eleições. Eu já votei PS, já votei PSD, já votei Bloco, já votei CDU. Desta vez não votei. Não votei porque não estava em Portugal no domingo das eleições. Mas acho que chegou a hora de Passos Coelho mostrar o que vale. E nós temos a obrigação de, antes de atirar pedras, ajudar, dar o nosso contributo para que o País saia de onde os anteriores governos o deixaram. E ainda antes de dizermos "este vai ser igual!", "são todos uns bandidos" ou "já dei para esse peditório" vamos tentar mais uma vez. Até porque só temos duas hipóteses: ou puxamos para um lado, ou puxamos para o outro; ou fazemos parte da solução, ou fazemos parte do problema.
E acho que a solução devemos ser nós, e não esperar que sejam os outros a procurá-la.
Anteontem voltei a estar em frente à frase que Kennedy um dia disse: "Don't ask what your country can do for you, ask what you can do for your country". Nunca foi tão actual.

Eu também recebi um email com o dito CV. E também me "passei" com o facto(?) do Dr. Passos Coelho ter acabado o curso com 37 anos, e desde então só ter assumido e acumulado cargos de Administrador. Também me cheirou muito a esturro. Como me cheirou a esturro muitas outras histórias e acções destes políticos que me fizeram votar naquele que me parecia apenas menos mau. E também critiquei (é intrínseco). Mas acho que neste artigo, O Arrumadinho está cheio de razão. Que a solução venha de nós. So, let´s go.

quinta-feira, 24 de março de 2011

“O problema não és tu, sou eu”

Ou como quem diz “o problema não é o Estado, somos nós”.

Por mais que tente não consigo perceber a maioria das vozes que me rodeiam. Não compreendo como é que há pessoas que dão vivas por o governo ter caído nesta altura. Não percebo como é que ouço alguém dizer que não vale a pena votar, que já não acredita na democracia. Não entendo porque é que vejo tanta gente a apontar o dedo e tão pouca a mexer o rabo ou mesmo, tão simplesmente, a acreditar que é capaz.

Pensando bem eu acho que afinal o problema é tão teu como meu. 

A classe política em geral, fez-nos desacreditar neles. Pelas mentiras, pelas utopias, pelos discursos sempre iguais, pelas amnésias que aparentemente têm. Não é possível termos sempre líderes brilhantes. Há Barrosos e Sá Carneiros, Carvalhas e Cunhais, D. Josés  e D. Joões, Bushes e Obamas. Não é com certeza todos os dias que nasce um grande líder, mas também não é todos os dias que nasce um Mourinho e não é por isso que se deixam de se levantar taças (olha eu e as minhas tentativas de analogias futebolísticas). Os grandes líderes não caiem do céu aos trambolhões mas não acredito que seja por isso que devemos deixar de acreditar no sistema.

“Conhece a expressão "morrer na praia"? Esqueça. Portugal chegou à praia, viu lá um poço e atirou-se.” escreveu Pedro Santos Guerreiro na passada 3ª feira aqui  (uma opinião que vale mesmo a pena ler). Eu acredito que quando um líder deixa de saber organizar, planear, governar e motivar, deva ser mudado. Eu não acredito é em milagres. E se o Miguel Sousa Tavares acha mau os Homens da Luta irem até à Eurovisão, eu acho que saber que “nas últimas 24 horas foram escritos um milhão e 360 mil textos sobre as dificuldades do país e a demissão do primeiro-ministro” é bem pior.

Eu também já não acreditava muito neste governo, mas também não acredito muito nas alternativas que há por aí. Aliás, eu não tenho acreditado muito nos governos em geral. E se acredito que estamos mal também acho que podemos ficar muito pior. Por culpa deles e por nossa culpa. Porque somos “nós” que elegemos o Governo. Somos “nós” que não nos damos ao trabalho de votar, mas somos os primeiros a acusar. Somos “nós” que passamos a vida a queixar-nos do Mundo estar contra “nós” simplesmente porque é mais simples. Somos “nós” que não agarrávamos nas histórias boas e acreditamos que podemos fazer alguma coisa. Somos “nós” que não combatemos esta inércia global. E, se bem me lembro, somos “nós”  que fazemos este país, este Estado Português certo?

Estou curiosa com o que irá acontecer, mas estou longe de estar pessimista. Eu continuo a acreditar que podemos dar uma volta boa a isto, que podemos lutar e renovar. É mais simples do que parece. Basta deixar de sermos mesquinhos, invejosos, pessimistas e queixosos. Li que “dizem que as dificuldades aguçam a criatividade” Por isso sejamos criativos, acreditemos que somos capazes. Se for preciso voltemos a ler a Mensagem e a lembrar “que tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Acreditemos em nós. Acreditemos na valorização por mérito.

Não se acomodem. And… “may the Force be with you”.

Tens tanta razão...

"Esta é uma notícia preocupante. Esperada, é certo, mas agora que a estamos a viver parece ainda mais temível. E se é verdade que o país desejava uma mudança [ainda que não me pareça que seja esta a mais justa - é a minha opinião], a saída de José Sócrates é igual a: FMI entrar de rompante pelo país, e a deixar-nos todos mais "enrascados". Acredito que ninguém duvida que a entrada do FMI em Portugal nos vai deixar numa situação mais crítica e com medidas ainda mais austeras. Mas sim, tinha de ser feita alguma coisa, e o governo tinha de cair e o povo tem de se manifestar (ou não, porque a abstenção tem sido o descalabro...). A ver vamos no que isto vai dar. E a ver vamos se o ditado "atrás de mim virá quem de mim bom fará" não terá lugar após as eleições (que vão ter lugar lá para o Verão, altura em que metade do país vai de férias e estará tudo a borrifar-se para votar, bruxo). É que dizer não "porque não" não me parece nada uma boa solução. Mas também qual é a solução, afinal, para este nosso país? Quem são os políticos idóneos? Quem merece a nossa confiança? Quem apresenta soluções (quase milagrosas) para erguer o país? Quem?
É que já estou como o outro: falam, falam, falam, mas um gajo não os vê a fazer nada!".
E lá fora? Que dizem isto de nós. Medo, muito medo."

domingo, 30 de maio de 2010

D. Amélia #01

Villamanrique, 1 de Junho de 1891

(...) 
-Sobretudo quando o país aliado está perto da bancarrota, não consegue pagar as suas dívidas, nem sequer internamente, não consegue escoar os seus produtos agrícolas.
-Amélia, não quero preocupar-te mais, mas já sabemos o que vai acontecer a seguir: as pessoas vão acorrer aos bancos e tirar o seu dinheiro, o Banco de Portugal vai ficar sem reservas...
(...)
in D. Amélia, Isabel Stilwell

A "nossa" crise vem de há muito. Monarquia Mimada. República Desorientada. Ditadura das Aparências. É aparentemente o nosso Fado.
 
Eu prefiro fados positivos. E é por isso que, (inconscientemente??) contínuo a dizer que, para já, não me preocupo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Hoje eu vi acontecer História...

Hoje foi um grande dia para a política internacional mas, mais que isso, hoje foi o dia em que se assistiu, sem a menor dúvida, que “impossible is nothing”.
Hoje, milhões de pessoas perceberam que os sonhos se podem tornar reais, pode não ser fácil, pode demorar muito tempo, às vezes é preciso fazer sacrificios e sofrer mas a verdade é que é possível.
Obama devolveu a esperança a muita gente, é o simbolo da força, da fé e da mudança e se ele conseguiu porque é que os outros não hão-de conseguir?
Acredito que o melhor agradecimento que se lhe pode dar é sem dúvida lutarmos pelos nossos sonhos...
Yes We Can!