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domingo, 24 de outubro de 2010

Parar o tempo #034

Dia #034 - 21.10.2010
21.Out.2010 - Saudade*

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Teatro na FEUP

Não têm nada para fazer hoje à noite? Sugestão: teatro grátis na FEUP - FEUPVille! No auditório da Faculdade com maior índice de desenrascanço, aquela que tem "o MacGyver como doutor honoris causa",  e que até reúne (ou quase) as condições mínimas para ser um freguesia.  Eu fui e... adorei!

Nota: A peça é muito direccionada para aqueles que seguem a religião o "Engenheirismo" e os cultos de vida FEUPianos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Parar o tempo #025

Dia #024 - 12.10.2010
12.Out-2010 - "Old Letters" (e muitas saudades).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caloira

Hoje foi o dia do meu último exame. Estou de FÉRIAS! É tão bom que nem acredito, para além disso parece-me impossível já ter passado um ano. Eu lembro-me exactamente do que fiz durante esta semana à um ano atrás. E lembro-me exactamente no que pensei, lembro-me que na próxima semana ia acampar para Vouzela, lembro-me que estava no princípio de um Verão perfeito, lembro-me que já tinha feito a candidatura. 1ª opção: Bioengenharia. Não entrava. 2ª opção: Eng. do Ambiente. Entrava, nesta opção e em todas as seguintes. Sabia que entrava e que não ia ficar mas era mais uma tentativa. E assim foi, entrei e não pensei muito no resto.
Ainda bem que não pensei. Não foi um ano perdido, nem pensar.



Semana de Enhenharia


Jantares
A minha madrinha na serenata
Caloiros da família

Cortejo - Caloiros Minas e Ambiente

Os meus amores

A queima!


Acham que foi um ano perdido? Não foi. Aprendi tantas, tantas, tantas coisas. Cresci, muito.

Agora, na minha vida, há uma inesinha que me dá abraços e ouve as minhas histórias, uma Sofia que é escuteira, sabe fazer malabarismo e já foi para a auto-estrada de bicicleta, um Rocky que gosta de cafunés e que tem muitas teorias (muitas delas sobre mulheres), um António que é meu irmão, que mantém sempre a postura, desenha e cozinha como ninguém, um Vindimas que é o menino da lágrima e me contou a história do galo de Barcelos, um Bolacha que é madeirense, que tem uma casa que é "do povo" e que é muito prestável, um Machique que também é da Madeira, que já tentou fugir do infantário, uma Ziga que é de Vila Mou, que é uma doida espectacular e que gosta de beber receita comigo, uma Andreia onde eu dormi a primeira vez que fiquei no Porto, muito querida e que adora tocar guitarra, uma que é uma pessoa espectacular, é dinamica e a quem eu já levei a casa numa daquelas noites, uma Carla que fala como ninguém, que tem um dom, que é de Melgaço e sabe sempre escolher o melhor, uma Fi que por entre lágrimas e um abraço só me conseguia dizer "Tu vais embora", um Xico que também é da família, é impecável!, um Tiago Sereno, que é realmente sereno e que canta o "Verão Azul" como ninguém, um Angelo que acha que uma coisa fundamental numa mulher é saber que parte do frango é que ela gosta, um Rafael, o Gi, que joga futebol americano e com quem aprendi muita álgebra, um Diogo, o Pierre, fala française e está sempre a sorrir, um Helder que foi meu colega de trabalhos de grupo e que gosta de ir a caça, um Paris Hilton que é um amor, também gosta de caça, um Alex que foi a minha companhia no metro, jogava cartas e lia os jornais comigo durante as aulas de química, uma Ana que diz "um" de uma forma inacreditável, uma Daniela que é a Marge dos Simpsons, uma Carolina que adora falar, um Furinhos guitarrista e uma Lala contrabaixista que são Tuna e tantos, tantos outros.

Os doutores que nos praxaram, as viagens de metro que passavam na ponte, os comboios em que dormi, as minhas companhias de viagem, a noite da serenata, o traçar da minha capa pela minha madrinha, os jantares, as tardes e noites de praxe que nos deixavam com vontade de não aparecer mais, aquelas que queriamos ficar mais e que queriamos que se repetissem, a noite em que trajamos a primeira vez, a nossa serenata, o cortejo e a noite do cortejo, a minha t-shirt de caloiro. E tantas coisas mais, há aquelas que ficam guardadas aqui dentro e que não se escrevem. Ser caloiro na FEUP é espectacular! "Segredos desta cidade levo comigo p’rá vida."




Para o ano estou numa cidade nova e vou viver muito muito muito mais. Por enquanto, vou até ali aproveitas os próximos dois meses de férias :D

terça-feira, 4 de maio de 2010

Não me peçam para não morrer de saudades


Há um ano atrás estava eu no cortejo do Porto. Um enooorrmmeee friozinho da barriga, as cordas vocais no seu máximo, a cabeça a tilintar. Abraços, Sorrisos, Congratulações. Medo, Orgulho, Felicidade. Um misto enorme deste três.

Hoje dava tudo para voltar a estar ali, como nos últimos 5 anos. Percorrer aquelas ruas. Vestir aquela côr. Gritar por Engenharia.

Não acho que a minha vida esteja pior que no ano passado, só diferente. Tenho menos tempo mas mais regular. Mais responsabilidades mas mais dinheiro. Novo sítio, nova cidade, novo projecto, nova rotina, novas pessoas, novos desafios, novas metas.

Sim, eu adoro isto tudo. Mas não me peçam para não querer fechar os olhos e voltar lá uns dias, para querer viver aquilo tudo outra vez. Não me peçam para não estar aqui a morrer de saudades. Porque elas ficam sempre quando os momentos foram realmente bons.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Foram para a FEUP trabalhar

 Dizem que foram para a FEUP "trabalhar", e saiu isto:

 

(Não é edição de imagem, são screens de vídeos de um trabalho que "estou" a fazer...)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Again!

É que assim não dá. Eu bem tento, quero e faço um esforço mas manter o optimismo parece-me impossível. Não é que agora perdi, também, o telemóvel? A verdade é que toda a gente que me conhece, em pouco tempo, nota esta minha característica... eu sou muito muito distraída e esquecida. No entanto, eu tenho feito um esforço (mesmo!) para melhorar e tenho conseguido mas agora, olha, um bocadinho de cansaço e lá se vai o esforço por água abaixo. Eu não me lembro se já fiz, não me lembro se já disse, se já vi e nem sequer me lembro dos dados do exercício que acabei de ler.

O meu telemóvel :( Acreditem ou não mas é o terceiro telemóvel que eu perco dos cinco que ja tive, exceptuando todos os que se estragaram. O meu telemóvel, as minhas mensagens, os meus números... perdi tudo! Para além de incomunicável estou muito cansada e hoje o meu dia na faculdade não vai ser só até à hora de jantar, temo que seja até não aguentar mesmo mais.

Que me valha a música da M80 e a pequenina esperança de passar a química amanhã.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

'Cabou!!

E pronto... Depois de 4+2+3+3+5 anos de estudo, somos quase quase (só falta sair a nota e inscrever na ordem) engenheiros! =)

E para o ano há mais...

E não esquecer ainda outra defesa de tese (de outro Sentido) que ficou para Setembro!


****

quarta-feira, 15 de julho de 2009

E já que a vossa boa sorte resultou tããããooo bem com o Periquito =), mandem aí alguma para mim que eu bem preciso. Até já fico muito feliz se tirar menos um valor que ele. Brrrrr, que é já amanhã e eu entalo-me tanto...

Inspira, Expira, Inspira, Expira... 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, Inspira, Expira, Inspira, Expira..Brrrrr

terça-feira, 2 de junho de 2009

Hoje apetece-me falar-vos de confusões. Sim, porque este blogue é também sobre nós e “confusão” poderia perfeitamente ser o nosso nome do meio. As nossas vidas davam um filme indiano e daqueles cheios de conteúdo (e erros nas legendas). Não seria uma história de amor, porque o tema “amor confuso” é fácil e já está mais que batido, quer em Hollywood quer nas novelas da TVI. Vamos falar de profissões/futuros confusos.

Então imaginem lá comigo. Vamos usar nomes fictícios e exagerar certas características porque supostamente é assim que se faz. Amodini, Manasi, Odara e Rashmi (pois, eu andei a procurar nomes indianos) personagens principais e únicas sentadas na esplanada de um café a conversar. Se calhar é melhor ser em Manhattan, qual Sexo e a Cidade, já que não tenho a certeza se existem cafés com esplanada na Índia e muito menos mulheres a conversar livremente por lá. Graças à fabulosa capacidade de múltiplas tarefas simultâneas que o par de cromossomas XX nos dá, as quatro amigas estão a ter aquilo a que um amigo meu chamou, num momento de forte inspiração, monólogos paralelos: as 4 a falar e a ouvir ao mesmo tempo - é claro que esta parte não iria resultar muito bem numa sala de cinema porque seria complicado discernir todas as vozes no ecrã, mas penso nisso depois.

E eis um resumo do que se vê/diz por lá:
  • Amodini – rapariga muito prática, directa e forreta. Desenvolveu recentemente um nervosismo acentuado e um leve mau humor que procura combater. Está a estagiar e tem o típico trabalho duro que o cargo acarreta: levantar muito cedo, sair muito tarde, trabalhar muito, internet censurada e sigilo máximo. O trabalho que está a fazer não tem nada a ver com o que deveria ser feito o que significam sérios problemas na hora do relatório. Tem que usar sapatos de protecção horrorosos o que se torna um verdadeiro pesadelo. Garante que não percebe nada da área em que está a estagiar mas vai se safando bem. Dá explicações a dois miúdos provavelmente amorosos que têm medo dela. Um é hiperactivo, outro é potencialmente disléxico. Ela adora-os mas gosta de os ameaçar. Tem aulas de italiano e é escuteira. Está a fazer uma cadeira que deixou em atraso (e a faculdade fica 70km do seu local de trabalho). Anda +/- na ginástica. Com a quantidade absurda de coisas que faz sente-se sempre cansada e sem tempo para ela. Numa das poucas saídas recentes à noite, descobriu que os amigos dos seus amigos são problemáticos e anormais. Além disso, não tem bem a certeza se gosta ou não do curso que tirou e decidiu tirar um Mestrado. No meio da confusão que é a vida dela, enganou-se numa candidatura e não ficou colocada na primeira opção de Mestrado. Safam-se as amigas fenomenais, o carro novo cinzento-maravilhoso que está aí a chegar, os chás e os gelados. Em aberto muitas decisões: Irá Amodini continuar na fábrica onde está a estagiar? Deverá ela tentar concorrer ao mestrado que prefere numa segunda fase? Conseguirá ela conciliar todas as suas tarefas?
  • Manasi – recatada, responsável e divertida. Adora fazer compras e está sempre impecavelmente vestida e arranjada para o que a situação em causa exigir. Tem imenso tempo livre no momento, o que a tornou uma devoradora de séries. Tem uma cadela lindíssima e maluca. Adora o curso que tirou mas está desempregada. Tem duas propostas pendentes. Uma perto e uma longe. A de longe é garantida. A de perto é melhor. Vive assim na corda bamba. Gosta de ajudar e tá sempre lá quando é preciso. Para ela está sempre "tudo bem". Tem um lema que tenta aplicar a todas as outras "Bola para a frente que atrás vem gente". O problema do momento é que os jogos têm muitas bolas e não sabemos qual é a oficial. Deverá Manasi apostar na melhor proposta e deixar fugir a longínqua ou agarrar-se ao que é já uma certeza?
  • Odara – a mais nova de todas elas. Irmã de Rashmi a quem faz a vida negra. Tem um bichinho carpinteiro e nunca, nunca, está parada. Intempestiva e intensa. Vive tudo o que faz ao máximo ou que é muito bom e muito mau. Gosta de correr, de nadar, de dançar. Muitas vezes começa a fazer coisas que depois não lhe apetecer acabar (aparentemente um mal de família). Quer fazer tudo (genético) e ultimamente vive em stress. Teve que abdicar de uma coisa que adorava fazer. Tem que decidir dentro de muito pouco tempo o curso que quer tirar e o problema dela nem sequer é a escolha, é a merda da média. Porque os cursos são uma bola de neve, principalmente as potenciais alternativas à famosa medicina. Porque quem queria medicina vai para as alternativas. E quem quer as alternativas deixa de conseguir entrar, então tenta outras alternativas, e aparentemente ninguém naquela área fica a fazer o que quer. Odara quer tentar ao máximo a sua primeira opção e para isso terá de fazer melhoria de notas o que resultaria em 6 exames numa semana. Já adiou um deles que não é significativo para a entrada na faculdade mas restam outras decisões. Como enérgica e por vezes excessiva que é, não consegue encontrar um meio-termo entre a descontracção necessária para o estudo e a paranóia. Tem picos de nervosismo extremo em alturas de pressão e outros de quase desleixo para não ficar passada. Acaba por resultar num (in)constante azedume. Tem uma viagem a Barcelona marcada para o Verão, com os amigos. A viagem prevê-se inesquecível, o que lhe dá algum alento. Como deverá Odara distribui as suas datas de exame e estudo? Será que ela irá conseguir manter a calma? Como deverá fazer a candidatura de forma a conseguir aquilo que quer?
  • Rashmi – gosta de fazer tudo e até há algum tempo atrás conseguia. Quando gosta, empenha-se e luta, quando não gosta, desleixa. Adora falar e fala pelos cotovelos. Sente que a sua verdadeira vocação seria trabalhar num café ou num cabeleireiro para falar o dia todo. Tirou um curso e os 5 anos não foram suficientes para decidir se gosta, mas tem inúmeras vertentes cheias de potencial. E agora que ela está a acabar é a hora de tentar fazer alguma coisa para redireccionar esse curso para uma área mais interessante. E tem quatro áreas interessantes na mesa: Marketing, Economia e Gestão da Inovação, Engenharia Biomédica e Multimédia. E Rashmi não sabe o que fazer. Marketing é interessante mas é a última opção porque Rashmi acha que uma Engenheira Informática com Mestrado em Marketing nunca vai ser nem uma coisa nem outra, são áreas um bocado distintas. E Rashmi adora Multimédia. Mas… Multimédia tem o defeito “ficar atrás do computador muitas horas seguidas sem falar com ninguém” que ela quer evitar. Sobram Biomédica e Inovação e Rashmi gosta muito das duas. O problema é que os prazos de candidatura são incompatíveis. Rashmi sabe que ficou colocada no Mestrado em Inovação mas não sabe se conseguirá fica no de Biomédica. Mas para se inscrever no de Biomédica terá que desistir do de Inovação. E Rashmi trabalhar num sítio um bocado horroroso, com um ambiente muito complicado. A favor do local estranho existem os horários flexíveis, o factor “funcionário público” e a proximidade de casa e dos dois potenciais locais de Mestrado. Rashmi vai a Istanbul nas férias. Anda a planear com Amodini e Manasi uma viagem a 3. Quer participar na feira medieval e sente que precisa muito de férias. SE lhe for dada essa hipótese deverá Rashmi aceitar o trabalho num local do qual nao gosta, complicado e onde não conhece ninguém (porque entretanto os restantes estagiários fixes vão embora), ou deverá mandar tudo pelos ares, ter as férias que merece e em Setembro recomeçar tudo de novo, talvez em part-time para conciliar com o Mestrado? E qual o Mestrado a escolher? Será Rashmi capaz de, neste momento, decidir o seu futuro?

(ouvem-se tambores em suspenso durante uns segundos)

Depois de todas dizerem o que têm a dizer faz-se silêncio. Todas atacam a sua fatia de salame acompanhada por um Chá (Tisana?) Multivitaminas.


“Não percam os próximos episódios… Porque nós, também não”



Vou vender a minha história à TVI. Alguém sabe se ainda é a NBP a tratar do assunto?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nos últimos 10 dias





Nos últimos 10 dias eu...
  • comi fondue de chocolate com fruta
  • bebi cervejas alemãs, belgas, americanas, espanholas, irlandesas e portuguesas
  • fiz puzzles pequeninos
  • contei histórias
  • fiz brindes
  • cantei até ficar rouca vários dias consecutivos
  • tirei centenas de fotografias
  • cheguei a casa depois das 4 da manha mais de 5 dias
  • encontrei meio mundo na Queima
  • emocionei-me
  • vi o Rui Veloso, os Xutos e o Quim Barreios
  • não vi nenhum dos primeiros concertos das noites
  • vi as minhas fitas todas escritas e não consigo escolher uma preferida
  • fiz maratonas de leitura para acabar o Equador
  • actualizei-me nas Donas de Casa, Anatomia de Grey e Gossip Girl
  • acabei de ver a primeira temporada de Private Practice
  • fui à missa 3 vezes
  • comprei um top, umas sabrinas, um vestido e uns óculos de Sol lindos (que a minha mãe odeia)
  • levei centenas de bengaladas
  • adormeci acompanhada
  • decidi tirar uma mestrado
  • dancei e saltei sem me fartar nadinha
  • tracei uma capa
  • recebi flores
  • brilhei no Guitar Hero
  • experimentei um café com natas genial
  • chorei a rir
  • joguei ao mata
  • e mais... muito mais...
E vocês?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Até já


É verdade que não temos passado por cá para contar as nossas novidades nem temos ido aos vossos cantinhos mas... esta semana é demasiado especial e temos mesmo que aproveitar.

Por isso... Até já! :)

terça-feira, 28 de abril de 2009

E já começaram a esvoaçar fitas!

"Não há gente mais gente que outra gente, mas tu és especial!"


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

28!


Estamos há 28 horas nonstop a trabalhar na faculdade e, pelos vistos, isto ainda vai um demorar um bocadinho (mesmo só um bocadinho)... Até já fizemos analogias com termos financeiros. Estamos malucos.

domingo, 29 de junho de 2008

E não podia ter sido melhor! :D

Já estou quase quase de férias... Hum... E é tão bom!


Bem... para começar, a apresentação de LGP correu mesmo bem (diga-se de passagem, que nós também merecíamos!)... O trabalho estava interessante, o grupo funcionou bem, estávamos todos lindinhos, conseguimos disfarçar a maioria dos nervos... Parabéns a todos! Valeu mesmo a pena! :D

E depois a sexta... Depois da última apresentação, muito "estranha", mas bem melhor do que esperavamos, lá fomos nós ao concerto da Maria Rita... Primeiro, um jantar no Pasta Caffé ("já que vamos para os camarins - não interessa que fossem os bilhetes mais baratos! - vamos comer a um sitio chique!" :P) E foi tão bom... Sou fã incondicional de massas, tenho que admitir...

E o concerto? Incrível... Aquela mulher é uma força da natureza... Linda, entusiasmante... Conseguiu que todos dançássemos, cantássemos, sambássemos cheios de força e vontade. Adorei... Quero repetir um dia...

"Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hi! Hi!...

Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...

Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...

Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Parapá! Parapá!
Hum! Hum!...

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hi! Hi!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe
É Maria Ninguém
Hi! Hi! Eh! Eh!...

Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem..."


E depois do concerto? Cansadas como estávamos de tanto dançar, é óbvio que fomos para casa descansar... Ou então não! "Sabias que o Rui Veloso está no Dolce Vitta a dar um concerto às 23h30?" É claro que tínhamos que ir lá... E ainda chegamos muito tempo! Porto Sentido, Chico Fininho, Prometido É Devido, Paixão, Postal dos Correios, Não há Estrelas no Ceu e muito mais... Obrigada pelo aviso Nuno! :D

E depois de dois concertos já era hora de irmos para casa, não? Claro que não! O cinema era a 2€ e tinhamos mesmo que aproveitar... Mas antes? Antes, geladinho da Olá! (E viva os Scoops e Swirls, bem melhor que Red Bull para ganhar mais energias!)... E às 3h20 lá entramos nós na sala 4-VIP (cadeirinhas em pele e afins) para ver as 4 maravilhosas em Nova York. Não sei se foi das horas, do cansaço que acumulei ao longo do ano, da felicidade que estava a sentir ou um pouco de tudo, adorei o filme. É leve e envolvente. E eu ri e chorei com elas. (Sim, Filipa, eu sei que sou uma pirosa, mas... ) Gosto como elas se protegem e como elas são tão diferentes e tão unidades. Fiquei com uma ideia muito diferente da que tinha de alguns episódios que vi da série... E adorei as cartas de amor. Ele não consegue escrever para ela (de onde é que eu conheço alguém assim?) e escreveu-lhe cartas de amor de famosos... Aqui fica um delas só para terem uma ideia (e chorarem comigo... ) :D

Carta de Beethoven à Amada Imortal

“Bom dia! Todavia, na cama se multiplicam os meus pensamentos em ti, minha amada imortal; tão alegres como tristes, esperando ver se o destino quer ouvir-nos. Viver sozinho é-me possível, ou inteiramente contigo, ou completamente sem ti. Quero ir bem longe até que possa voar para os teus braços e sentir-me num lugar que seja só nosso, podendo enviar a minha alma ao reino dos espíritos envolta contigo. Tu concordarás comigo, tanto mais que conheces a minha fidelidade, e que nunca nenhuma outra possuirá meu coração; nunca, nunca... Oh, Deus! Por que viver separados, quando se ama assim?

Minha vida, o mesmo aqui que em Viena: sentindo-me só, angustiado. Tu, amor, tens-me feito ao mesmo tempo o ser mais feliz e o mais infeliz. Há muito tempo que preciso de uma certeza na minha vida. Não seria uma definição quanto ao nosso relacionamento?... Anjo, acabo de saber que o correio sai todos os dias. E isso me faz pensar que tu receberás a carta em seguida.

Fica tranquila. Contemplando com confiança a nossa vida alcançaremos o nosso objectivo de vivermos juntos. Fica tranquila, queiras-me. Hoje e sempre, quanta ansiedade e quantas lágrimas pensando em ti... em ti... em ti, minha vida... meu tudo! Adeus... queiras-me sempre! Não duvides jamais do fiel coração de teu enamorado Ludwig.

Eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos."

Gosto de cartas de amor... Vejam o filme.

E pronto... às 7h chegamos as nossas casinhas... E às 10h estava em a pé para o meu Workshop de feltragem de lã... E ao lado um cheirinho do que eu e a minha irmã aprendemos. Aguardem novidades...

"Vamos marcar um concerto por ano, para sempre?"


Estou feliz.
Beijinho*

Vera