28.Out.2010
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Mau tempo
Hoje choveu no comboio, mesmo ao meu lado, pelas condutas do ar condicionado. Melhor, está a chover ao meu lado, na biblioteca da faculdade. Ok, as coisas não estão sempre "novas" e está a chover muito mas sinceramente, não acho muito normal os transportes não estarem suficientemente preparados para o mau tempo. Mas nada normal é eu estar numa universidade privada em que a mensalidade é um bocaaaado absurda e, numa semana, ser a segunda vez que vejo a chover cá dentro. Não, não é só neste país... "é a crise" como se dizia hoje no comboio :D.
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e esta hein?,
Tempo
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"o nível de certo dado X está muito acima da média mundial, mas os portugueses mostram-se convencidos do contrário"
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Portugal
Parar o tempo #038
25.Out.2010 - Um vicio. Se alguém quiser contribuir para a minha causa, há aí muitos grandes concertos que gostava de ter ;)
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Voltando a falar de coisas sérias e das S(?) CCUTS
Depois disto, fica alguma informação que entretanto descobri e que pode ser útil:
- o contrato com a Via Verde entra em vigor a partir do momento em que recebemos um notificação para pagamento e associamos um dispositivo a uma conta, isto é, não basta fazer o pedido pela internet, após o pedido e o envio do contrato para o correio, devemos continuar a pagar as passagens nas portagens electrónicas nos CTT/Payshop;
- após efectuarmos o pagamento do dispositivo, a cobrança das portagens passa a ser feita pela Via Verde (mesmo que ainda não tenhamos recebido o aparelho). Não sei se neste caso já há benefícios para moradores mas penso que sim;
- após o envio do contrato, a informação da Via Verde demora cerca de 1 semana (informação Via Verde). Eu estou à espera há quase duas...
- o pagamento em lojas Payshop apresenta apenas o total dos custos, se precisarem do detalhe das passagens só nos CTT;
- os custos de administração nunca serão superiores a 2€, isto é, acumulam-se 0,30€ até um máximo de 2€ (por pagamento!);
- quem já tinha o dispositivo Via Verde só terá desconto caso associe o dispositivo à matricula (essa é a parte fácil, está no site), penso que será ainda necessário ir até uma loja Via Verde e apresentar o comprovativo de matrícula.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Este blogue já parece um fotolog, mas eu não quero saber...
... no fim-de-semana passado fomos "gastar" a nossa Smartbox aqui. E não há muito a dizer a dizer. Comer. Caminhar. Namorar. Ver. Descansar. Muito e Muito Bem.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Parar o tempo #036
23.Out.2010 - Come Away With Me
Sim, esta foto também significa que já cumpri 1/3 do item 94 da lista :) Sapatilhinhas mais lindas da mamã...
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domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Em palco
Faz hoje dois anos que esta notícia saiu. Saudades desta gente e de um projecto extra-trabalho.
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teatro
Teatro na FEUP
Não têm nada para fazer hoje à noite? Sugestão: teatro grátis na FEUP - FEUPVille! No auditório da Faculdade com maior índice de desenrascanço, aquela que tem "o MacGyver como doutor honoris causa", e que até reúne (ou quase) as condições mínimas para ser um freguesia. Eu fui e... adorei!
Nota: A peça é muito direccionada para aqueles que seguem a religião o "Engenheirismo" e os cultos de vida FEUPianos.
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FEUP
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Vamos falar do Screensaver - Ai tão Geek que ela é!
Eu, uma Maintosh-Wannabe confessa (só mesmo porque eles são lindos como tudo, mais nada), sempre me babei para cima de um Screensaver do MacOS que descobri há alguns tempos. (Sim, eu sou do tipo de pessoa que se baba para algumas proezas tecnológicas).
E até há uns minutos eu achava que só exista para Mac. Mas não! Existiram vários inspirados que criaram uma versão catita para Windows (Yupii). Se alguém estiver interessado, está disponível para download aqui.
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tecnologias
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Falar de coisas sérias só mesmo para variar
Já disse por aqui que não acredito nas tretas do "só neste país". Há impostos altíssimos por essa Europa fora, há injustiças parvas, há altas taxas de criminalidade, há impostos dirigidos exclusivamente a casas reais, deduções fiscais (ainda!) mais apertadas, graves desigualdades entre géneros, há cortes de regalias (vejam os Franceses seeemprreee em greve!) and so on. Continuo a gostar muito de ter nascido neste cantinho confuso e, apesar de não achar que o governo esteja propriamente a brilhar, não acredito que qualquer um dos outros cronhos (de Louçã a Portas) fizesse um global melhor.
Mas porra, esta história das SCUTs começa a irritar! Utilizo diariamente as SCUTs e não há grande forma de escapar aos pórticos. Ok, vou ter que pagar mais. Bela &%$@#, mas venham as portagens. Se tem que ser tem que ser. Agora façam as coisas como deve ser!
Moro num concelho que irá beneficiar de "descriminação positiva" e estou desde finais de Setembro a tentar encontrar informação decente. Emails para Via Verde nem CTT e ninguém, aparentemente, sabia de nada. Perguntas a funcionários dos CTT sobre a venda do dispositivo no início de Outubro: "não sabemos ainda como vai ser".
Entretanto (3 dias antes da entrada em vigor das portagens nas SCUT!) falaram-me no site da Estradas de Portugal (informação útil, Yupii!) e lá fiquei a perceber umas coisas:
- temos 10 viagens grátis por mês (um viagem incluí passagem por vários pórticos!);
- os dispositivos dos CTT não dão direito a passar nas vias reservadas à Via Verde;
- os dispositivos Via Verde dão direito a desconto;
- enquanto o equipamento não estiver disponível, as entidades de cobrança de portagens assegurarão que as transacções são processadas no âmbito do contrato;
Mas a informação que sai nos jornais continua contraditória. Uns falam em multas quase imediatas, outros falam em não fiscalização dos serviços nos períodos iniciais. Nós por cá, continuamos a passar nas SCUTs sem ainda termos pago coisa nenhuma e a aguardar notícias.
Mas agora que os dito 5 dias estão a acabar, restam duas hipoteses:
- Aguardar que o dispositivo de matrícula chegue (estou a aguardar informação da Via Verde). Não pagar qualquer portagem pela qual tenho passado visto que, tenho isenção nas primeiras passagens e a entidade de cobrança irá, segundo a informação disponibilizada, assegurar as transacções. Sujeito-me assim a ser multada em mais de 75€(??)
- Dirigir-me aos CTT/Payshop e efectuar o pagamento. Posso estar a pagar sem necessidade visto que efectuei o pedido de dispositivo logo que me disponibilizaram informação útil e que, se ainda não tenho o dispositivo é porque o sistema não funcionou: informação concreta disponibilizada com 4 dias de antecedência, Via Verde / CTT sem possibilidade de dar resposta a todos os pedidos, etc, etc, etc. Com um bocadinho de sorte, a Via Verde volta a "tentar" cobrar-me o valor por assincronia de informação. Se estiver a pagar sem necessidade há devolução do dinheiro?? (pois, pois)
Há e nem sequer me digam que pedi o dispositivo tarde de mais! Conheço quem tenha pedido em finais de Julho e tenham recebido... ontem!!
Raios.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Parar o tempo #028
15.Out.2010 - A minha irmã conseguiu ensinar a cadela a dar a patinha. Precisou de 10minutos. Além de linda, é inteligente como tudo, ah? (É isso, e toda a gente a falar dela como o 5º elemento da família. Delicious)
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Popi,
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domingo, 17 de outubro de 2010
Como Treinares o Teu Dragão
A seguir ao Shrek (1) e ao Madagáscar, este entrou direitinho para o meu "TOP 3" da animação DreamWorks.
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Filmes
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Atum Derretido (ou "afinal alterar receitas dá bom resultado")
Uma das receitas da Mafalda, do livro Cozinha Para Quem Não Tem Tempo , secção "Entradas - 10minutos" chama-se Atum Derretido. Decidimos experimentar, e apesar das várias variações da receita, correu bastante bem.
Ingredientes
400g de atum escorrido (usamos 4 latas - 480g)
1 colher de sopa de raspa de limão
2 chávenas de queijo cheddar ralado (usamos meio pacote de mozzarella, daqueles pacotes com queijo já laminado)
1 cebola vermelha cortada às rodelas (não era vermelha!)
1/2 chávena de folha de salsa (usamos "q.b.")
1/2 chávena de natas azedas (usamos meio pacote - 100mL)
4 wraps (usamos uma embalagem de pão de pitta da Bimbo, traz 6 unidades)
Como?
Aquecer o grelhador do forno à temperatura média. Numa tigela, colocar o atum, a raspa de limão, o queijo, a cebola e a salsa: misturar bem. (Por erro, juntamos também as natas à mistura.) Barrar os wraps com as natas. Cobrir metade do wrap com a mistura de atum. Dobrar o wrap por cima do atum. Colocar no forno dois de cada vez, por 2/3 minutos da cada lado ou até o queijo começar a derreter e o wrap ficar estaladiço. Cortar cada um ao meio e servir.
Nota: O recheio que fizemos dava para mais de 4 wraps. Fizemos os 6 da embalagem. Como ainda sobrava recheio, fatiamos uma baguete de cereais, juntamos bacon ao recheio e barramos as fatias de baguete. Baguetes no forno até derreter. Ficou excelente. Muito fácil e muito bom! :)
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Receitas
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Parar o tempo #022
09.Out.2010 - Tarde de Maçã a 6 mãos
Quando era pequenina diziam-me que não era boa ideia que um bolo fosse feito por várias pessoas. O "castigo" era sempre o mesmo: o bolo, teoricamente, não crescia. Tretas! :) Fizemos uma tarde de maçã "a 6 mãos" e ficou maravilhosa!
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Na margem esquerda do Douro não há só caves de Vinho do Porto
Diz o I e diz muito bem. Para caso de interessar a alguém.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Parar o tempo #019
07.Out.2010 - This Is How You Remind
(sim, eu também acho que as flores do B não combinam com o resto)
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Assim a tender para o lamechas-mas-estupidamente-bonito
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séries
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Os livros Mailindoosss...
continuam à vossa disposição aqui. Até dia 8. E se não quiserem estes mas quiserem outras coisas quase tão espectaculares, não deixem de espreitar aqui! Toca a ajudar a Maria! :)
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ajudar
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Nós fomos! U2?
E pensar que estivemos para não ir. Porque estávamos a morrer de sono. Porque o T. tinha que trabalhar. Porque o T. tinha que se levantar muito cedo na 2ª. Porque nos tentaram convencer a não ir. Principalmente porque o tempo estava uma merda, pensamos em não ir até Coimbra ontem à noite. PARVOS...
O tempo esteve MESMO Irish: muito merdoso de dia, fantástico à noite. Não estava frio, não estava vento, não caiu uma única gota desde que o U2 entraram em palco.
Os Interpol não me convenceram. Não desgostei mas não me convenceram! Nem a mim nem a grande parte do estádio. Público-alvo diferente? Talvez.
O alinhamento foi quase perfeito. Baseado em muitas velhas-grandes glórias. Beautiful Day, Elevation, I still haven't found what I'm looking for, Vertigo, Sunday Bloody Sunday, Pride, One, With or Without You e uma fabulosa Where The Streets Have No Name foram cantadas em plenos pulmões por nós e pelos restantes 40 mil.
O espectáculo em si? Nada a acrescentar. Excelente, cativante mas não "único". Ou nada que já não estivesse à espera sabendo à partida que a banda precisa de 150camiões e várias dezenas de homens só para montar a estrutura.
O melhor de tudo? O ambiente. Estivemos sentados nas bancadas durante Interpol mas "saltamos" para o relvado a meio da primeira música de U2. 40 mil pessoas a cantar numa única voz. Um estádio às escuras mas cheio de luz. A vida. Os aplausos. Aquela voz a arrepiar (muito) em algumas músicas. Aqueles acordes. A companhia. A-d-o-r-e-i.
Sabe-me ainda melhor
Recuperar antigas rotinas nestes dias de férias. Almoçar num café com o T. Tomar café com o "nosso terceiro elemento". Contar como foi. E mesmo que agora esteja ainda por cá e a trabalhar um bocadinho sabe-me pela vida sentir que estou "em casa".
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Trabalho
domingo, 3 de outubro de 2010
"O Norte", pelo MEC
Gostei tanto deste texto que a Bunny partilho aqui, que decidi posta-lo também.
'Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et cetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.
Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade.
Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens.
Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.
Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte.
Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete
a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'.
Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua
pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego?
Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'
O Norte, por Miguel Esteves Cardoso
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Palavras dos outros
sábado, 2 de outubro de 2010
Parar o tempo #014
01.Set.2010 - You Rock! :)
Cause' I'm a picker
I'm a grinner
I'm a lover
And I'm a sinner
playin' my music in the sun
I'm a joker
I'm a smoker
I'm a mid-night toker
I get my lovin' on the run
Ooh, ooh, ooh, ooh
I'm a grinner
I'm a lover
And I'm a sinner
playin' my music in the sun
I'm a joker
I'm a smoker
I'm a mid-night toker
I get my lovin' on the run
Ooh, ooh, ooh, ooh
Steve Miller, The Joker
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projecto 365
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Fatia de Maracujá
Ontem estava foi dia de experimentar algumas coisas do Dias com Mafalda. Afinal... não o comprei só para me babar para cima das imagens! Experimentei duas coisas, mas as vencedoras foram, sem dúvida, estas fatias de maracujá. Tããaããõ fácil de fazer e tão bom! :) A receita dá para cerca de 8 fatias.
Ingredientes
manteiga derretida para untar
1 chávena (150g) de farinha com fermento
1 chávena (85g) de coco ralado
1/2 chávena (100g) de açúcar
100g de manteiga derretida
1 lata de leite condensado
1/2 chávena (125ml) de sumo de limão ou lima (usei limão)
2 maracujás (polpa)
Preparação
1. Aquecer o forno a 180º. Forrar a base de uma forma rectângular com papel vegetal e reservar.
2. Juntar a farinha, o coco, o açucar e a manteiga, mexer e amassar bem com as mãos até a mistura aderir. Transferir a massa para a forma e pressionar (com uma colher o base de um copo) a massa por toda a base da forma. Levar ao forno por 12 minutos ou até começar a dourar. Retirar do forno e deixar arrefecer.
3. Baixar a temperatura do forno para 150º. Misturar o leite condensado, o sumo e o marancujá com uma batedeira de varas. Deitar o preparado na forma, sobre a massa, e levar ao forno por 15 minutos ou até ficar firme. Retirar do forno e deixar arrefecer por completo antes de cortar.
1. Aquecer o forno a 180º. Forrar a base de uma forma rectângular com papel vegetal e reservar.
2. Juntar a farinha, o coco, o açucar e a manteiga, mexer e amassar bem com as mãos até a mistura aderir. Transferir a massa para a forma e pressionar (com uma colher o base de um copo) a massa por toda a base da forma. Levar ao forno por 12 minutos ou até começar a dourar. Retirar do forno e deixar arrefecer.
3. Baixar a temperatura do forno para 150º. Misturar o leite condensado, o sumo e o marancujá com uma batedeira de varas. Deitar o preparado na forma, sobre a massa, e levar ao forno por 15 minutos ou até ficar firme. Retirar do forno e deixar arrefecer por completo antes de cortar.
Nota: Eu provei à temperatura ambiente, mas acho que deveria ser ainda mais fresco.
Bom Apetite!
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