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terça-feira, 26 de julho de 2011

Para elevar um bocadinho a moral :)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pelo menos pode servir de aviso

PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.

The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.

If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.

Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.

But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.

(...)

And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.

(...)

Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.

In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.

Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.

Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies.
"Portugal’s Unnecessary Bailout" por  Robert M. Fishman, num artigo de opinião para o NYTimes
O artigo completo pode ser lido aqui. Tentei resumir (embora a minha capacidade de resumo seja uma nódoa...)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"o nível de certo dado X está muito acima da média mundial, mas os portugueses mostram-se convencidos do contrário"

Era isto. Vale muito a pena ler.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Voltando a falar de coisas sérias e das S(?) CCUTS

Depois disto, fica alguma informação que entretanto descobri e que pode ser útil:
  •  o contrato com a Via Verde entra em vigor a partir do momento em que recebemos um notificação para pagamento e associamos um dispositivo a uma conta, isto é, não basta fazer o pedido pela internet, após o pedido e o envio do contrato para o correio, devemos continuar a pagar as passagens nas portagens electrónicas nos CTT/Payshop;
  •  após efectuarmos o pagamento do dispositivo, a cobrança das portagens passa a ser feita pela Via Verde (mesmo que ainda não tenhamos recebido o aparelho). Não sei se neste caso já há benefícios para moradores mas penso que sim;
  •  após o envio do contrato, a informação da Via Verde demora cerca de 1 semana (informação Via Verde). Eu estou à espera há quase duas...
  •  o pagamento em lojas Payshop apresenta apenas o total dos custos, se precisarem do detalhe das passagens só nos CTT;
  •  os custos de administração nunca serão superiores a 2€, isto é, acumulam-se 0,30€ até um máximo de 2€ (por pagamento!);
  • quem já tinha o dispositivo Via Verde só terá desconto caso associe o dispositivo à matricula (essa é a parte fácil, está no site), penso que será ainda necessário ir até uma loja Via Verde e apresentar o comprovativo de matrícula.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Falar de coisas sérias só mesmo para variar

Já disse por aqui que não acredito nas tretas do "só neste país". Há impostos altíssimos por essa Europa fora, há injustiças parvas, há altas taxas de criminalidade, há impostos dirigidos exclusivamente a casas reais, deduções fiscais (ainda!) mais apertadas, graves desigualdades entre géneros, há cortes de regalias (vejam os Franceses seeemprreee em greve!) and so on. Continuo a gostar muito de ter nascido neste cantinho confuso e, apesar de não achar que o governo esteja propriamente a brilhar, não acredito que qualquer um dos outros cronhos (de Louçã a Portas) fizesse um global melhor.

Mas porra, esta história das SCUTs começa a irritar! Utilizo diariamente as SCUTs e não há grande forma de escapar aos pórticos. Ok, vou ter que pagar mais. Bela &%$@#, mas venham as portagens. Se tem que ser tem que ser. Agora façam as coisas como deve ser!

Moro num concelho que irá beneficiar de "descriminação positiva" e estou desde finais de Setembro a tentar encontrar informação decente. Emails para Via Verde nem CTT e ninguém, aparentemente, sabia de nada. Perguntas a funcionários dos CTT sobre a venda do dispositivo no início de Outubro: "não sabemos ainda como vai ser".

Entretanto (3 dias antes da entrada em vigor das portagens nas SCUT!) falaram-me no site da Estradas de Portugal (informação útil, Yupii!) e lá fiquei a perceber umas coisas:
  • temos 10 viagens grátis por mês (um viagem incluí passagem por vários pórticos!);
  • os dispositivos dos CTT não dão direito a passar nas vias reservadas à Via Verde;
  • os dispositivos Via Verde dão direito a desconto;
  • enquanto o equipamento não estiver disponível, as entidades de cobrança de portagens assegurarão que as transacções são processadas no âmbito do contrato;
Os DEM da Via Verde custam exactamente o mesmo que os dos CTT mas são claramente melhores! Então... Toca a fazer o pedido para um dispositivo Via Verde (pelas Internets, que eu não estou para dormir à porta de uma loja Via Verde).

Mas a informação que sai nos jornais continua contraditória. Uns falam em multas quase imediatas, outros falam em não fiscalização dos serviços nos períodos iniciais. Nós por cá, continuamos a passar nas SCUTs sem ainda termos pago coisa nenhuma e a aguardar notícias.

Mas agora que os dito 5 dias estão a acabar, restam duas hipoteses:
  1. Aguardar que o dispositivo de matrícula chegue (estou a aguardar informação da Via Verde).  Não pagar qualquer portagem pela qual tenho passado visto que, tenho isenção nas primeiras passagens e a entidade de cobrança irá, segundo a informação disponibilizada, assegurar as transacções.   Sujeito-me assim a ser multada em mais de 75€(??)
  2.  Dirigir-me aos CTT/Payshop e efectuar o pagamento.  Posso estar a pagar sem necessidade visto que efectuei o pedido de dispositivo logo que me disponibilizaram informação útil e que, se ainda não tenho o dispositivo é porque o sistema não funcionou: informação concreta disponibilizada com 4 dias de antecedência, Via Verde / CTT sem possibilidade de dar resposta a todos os pedidos, etc, etc, etc. Com um bocadinho de sorte, a Via Verde volta a "tentar" cobrar-me o valor por assincronia de informação.  Se estiver a pagar sem necessidade há devolução do dinheiro?? (pois, pois)
Depois ainda há a treta dos estrangeiros. Raios, precisamos de dinheiro certo? O turismo e os negócios com empresas internacionais é lucrativo para o Estado certo? Entao e que tal deixarmos os nuestros hermanos vir até cá dar-nos alguns euros preciosos?

Há e nem sequer me digam que pedi o dispositivo tarde de mais! Conheço quem tenha pedido em finais de Julho e tenham recebido... ontem!!

Raios.

domingo, 30 de maio de 2010

D. Amélia #01

Villamanrique, 1 de Junho de 1891

(...) 
-Sobretudo quando o país aliado está perto da bancarrota, não consegue pagar as suas dívidas, nem sequer internamente, não consegue escoar os seus produtos agrícolas.
-Amélia, não quero preocupar-te mais, mas já sabemos o que vai acontecer a seguir: as pessoas vão acorrer aos bancos e tirar o seu dinheiro, o Banco de Portugal vai ficar sem reservas...
(...)
in D. Amélia, Isabel Stilwell

A "nossa" crise vem de há muito. Monarquia Mimada. República Desorientada. Ditadura das Aparências. É aparentemente o nosso Fado.
 
Eu prefiro fados positivos. E é por isso que, (inconscientemente??) contínuo a dizer que, para já, não me preocupo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E já agora, porque é que ninguém fala nisto?

Segundo o Eurostat o PIB português teve no terceiro trimestre o terceiro melhor comportamento em toda a União Europeia, face ao ano anterior, apenas ultrapassado com a Grécia e a Polónia. Portugal decresceu 2,4% o que contrasta com a média de -4,3%.
De notar que todos os países da Zona Euro tiveram um decréscimo do PIB no período em causa.
Fonte: http://fadopositivo.blogs.sapo.pt/