segunda-feira, 13 de junho de 2011

De Paris - Deuxième

Tudo o que li aconselhava a ir ao Louvre e a Versailles de manhã cedinho "para evitar filas". Como só tínhamos uma manhã, começamos pelo Louvre. Acho que há anos que não me levantava tão cedo a um Domingo. 7h da manhã (6h em Portugal) estava o despertador a tocar. A saída do metro tem ligação interna com o Museu. Umas galerias comercias subterrâneas e, quando reparamos , já estávamos ao lado das pirâmides.

O museu é estupidamente grande. Já tinha lido, já me tinham avisado mas acho que só lá é que dá para ter a noção. Estivemos cerca de 3horas sem parar. Mesopotânia, Antigo Egipto, Roma e Grécia Antiga, Pintura Italiana, um bocadinho de reis franceses. Passagem "obrigatória" pela Vénus e pela Gioconda. A Gioconda é a decepção que já esperava. Pode ser um marco, pode ser perfeita mas eu não gosto. Pequenina e escura. A Vénus de Milo é maior e ainda mais bonita ao vivo. Ainda bem que os franceses lhe perderam os braços mas não a perderam por aí!


Versailles. O palácio fica um bocadinho deslocado do centro, cerca de 40min de comboio. Só li coisas boas. Os jardins incríveis. Uma imensidão. Afinal se Luís XIV era o "Estado" e o Estado Francês "morava" ali, o palácio só podia ser fabuloso. Pois que deve ser... Mais do que isso era "fabulosa" a fila para a entrada. Qualquer fila da Expo 98 era uma "menina" perto daquilo. Impossível entrar com um avião para apanhar. Ficaram as fotografias do exterior e mais um para a lista do "próxima vez". 


Almoços saudáveis :)

Com algum tempo livre que não gastamos no palácio, voltamos à Torre. Vale sempre a pena voltar lá. Contra o que me tinham dito, acho que gostei mais dela de dia do que de noite. Gostava de um dia subir lá cima de dia para "espreitar" a vista!

Voltamos atrás no tempo nos jardins da Torre. :)

A minha "Vespa" feita pela Marisa, tinha que ir a França, certo?

E se eu não tirasse fotos com saltinhos não era EU. :)

Este jardim, o calor, uma canção em francês e uma guitarra. Ficávamos por lá um dia.


Porta-chaves feitos pela Marisa. Um para cada uma. Cada um tem uma Torre Eiffel, uma máquina fotográfica, um avião e uma medalha "I Love Paris". Depois, e para os diferenciar, cada um tinha uma medalinha mais pequenina: "dream" para um, "believe" para outro, "wish" para o outro. 

Esta zona ficou para o fim por ser pertinho do Hostel. Podíamos mais facilmente controlar o tempo para ir buscar as malas e zarpar para o Aeroporto. Sem Versailles para ver, ganhamos tempo para passear com calma por Pigalle. E Pigalle é muito mais original do que pensava. Mais do que o famoso Moulin Rouge há um museu, várias lojas de roupa, livrarias, cinema e clube de vídeo dedicados ao "erótico". De dia é calmíssimo e pitoresco. Resto de um Paris Boémio cheio e estórias. :) 

A tradicional entrada do Metro. Há linhas de metro para todo o lado, sempre perto, sempre frequentes. Apesar de tudo, quando comparado com o metro de Londres, achei-o confuso e, em alguns casos, bastante mal assinalados. O facto de as pessoas que trabalham em balcões de informação e bilheteiras (falamos com 3) não falarem inglês parece-me incompreensível.

Sacré Coeur. Da janela do nosso Hostel víamos duas das cúpulas. A Igreja é enorme e bonita, mas está longe de me deixar rendida com Notre Dame. Muita fila para o funicular, fomos a pé degrauzinho a degrauzinho. Se tivessemos subido até ao segundo andar da Torre Eiffel pelas escadas (é possível) e a subido ao Arco do Triunfo, juntando estes duzentos e pico teríamos subido mais de 1000 degraus. Quem precisa de aulas de step vá até Paris! :)


A vista lá de cima, vale cada degrauzinho subido. Já que não vimos o Pompidou, deu para o espreitar cá de cima. Não se pode ter tudo! :)

Montmartre

Bailaria em relevo. Tão bonita. :)

E lá fui eu provar os famosos Macaron. Entramos numa pastelaria com excelente aspecto e não me aventurei em cores estranhas. Pedi um castanhinho, de chocolate, para jogar pelo seguro. Gostei mas não achei fabuloso. Os crepes com Nutella que comemos ali eram beeeemm melhores! :)

Os crepes estavam tão bons que até os pardais vinham até nós, sem medo, para conseguir um bocadito.

4 sentidos:

Nokas* disse...

Gostei imenso desta descrição de Paris, pode ser que um dia me dê jeito e venha cá para tirar umas dicas. Ainda hoje falei de Paris com uma amiga do trabalho que já lá foi e adorou :)

Aline disse...

Eu nasci e vivi em Paris e há sítios que ainda não vi. Acreditas? Paris deixa sempre vontade de lá voltar...
Adorei a descrição. Muito realista.

Vera disse...

Nokas: Eu também gostei muito e acho que vale a pena conhecer. Mas está longe de ser a minha cidade favorita.

Aline: Eu percebo-te! Eu estou ao lado do Porto e só agora é que me armei em turista "na minha cidade".

Green disse...

que lindo, é mesmo a chamar turistas :)